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25 de março de 2008

chesperito — 06-06-2008 GTM 1 @ 01:34

Dia 25 de março de 2008, completaram 14 anos em que Angelina Fernandes, Dona Clodilde! Com um humor explícito à todos os olhares, Angelina morreu em 25 de março de 1994, vítima do cigarro, e por incrível que pareça, morreu aos 71 anos, e representava a Bruxa do 71!!!!

Vai deixar saudades!!!!

Chaves em desenho animado!

chesperito — 05-06-2008 GTM 1 @ 00:53

O desenho animado de Chaves estreou em 01 de janeiro de 2007 no Brasil, mas no México e em vários países da América Latina os fãs puderam acompanhar esta estréia antes, em outubro de 2006.

Ao contrário da série original, o desenho animado conta com uma excelente criação e preocupação com os detalhes. As animações são muito bem feitas e contam com a participação do próprio Chespirito, o criador das séries Chaves e Chapolin, na criação das histórias.

Os enredos da primeira temporada, que conta com 13 episódios, são idênticos a histórias de episódios da série Chaves clássica.

A notícia triste é a ausência da personagem Chiquinha nos episódios. Devido a uma briga entre Maria Antonieta de las Nieves e Chespirito pelos direitos da personagem, ela não integra o elenco do desenho. Nhonho é quem acaba fazendo o papel de Chiquinha em vários episódios.

Até o momento está sendo reprisada a primeira temporada no Brasil. No restante da América Latina a segunda temporada, também com 13 episódios, já estreou.

Curiosidades

chesperito — 05-06-2008 GTM 1 @ 00:47

Com a morte do Seu Madruga, tentaram colocar a bisavó da Chiquinha interpretada por ela mesma, para substituí-lo. Mas não deu certo, pois nada e ninguém conseguiria substituir o Ramon Valdés (Seu Madruga). Só ele conseguiria fazer aquele papel, que foi escrito exatamente para seu porte físico, seu jeito meio lesado de ser. A perda foi irreparável e, a partir daí, a saga do elenco acaba, o ritmo diminui, e a série vai se desfazendo aos poucos.

Foram feitos mais de 1.000 episódios de Chaves.

Quando Ramón Valdés (Seu Madruga) morreu, em agosto de 1988, o enterro foi acompanhado por muita gente. E, como afirma Edgar Vivar (Sr. Barriga), todos aplaudiram quando terminaram de enterrá-lo. Há outro fato emocionante que também é comentado pelos que estiveram presentes. Angelines Fernández (D. Clotilde), que era muito ligada a Ramón, sofreu muito. E, no enterro, ficou parada duas horas diante da sepultura de seu companheiro, chorando e falando sozinha, como se estivesse conversando com Ramón. Uma filha de Angelines disse que a mãe nunca mais foi a mesma depois da morte dele. Que descuidou da saúde, envelheceu mais rápido. Era sem dúvida uma forte amizade. As filhas de Ramón Valdés afirmaram que o pai era muito amigo especialmente de Carlos Villagrán (Quico), Edgar Vivar e Angelines Fernández.

O mesmo elenco (desfalcado) tentou fazer outra série. O seriado "Chompiras", que ocorre em um hotel; passou por pouco tempo aqui no Brasil, no canal CNT, mas não fez tanto sucesso. Os atores não eram mais os mesmos. Depois da morte de alguns atores do elenco, parece que nada mais poderia ser criado.

Chaves chegou a passar em horário nobre no Brasil. Passou durante 4 meses às 21h.

Chaves estreou no Brasil no programa do Bozo, (exibido no SBT) em 1984 com apenas 13 episódios comprados. Devido ao sucesso, compraram mais lotes de programas em 1986, 1988 e 1991.

A música tema de quando o Professor Jirafales e a Dona Florinda se encontram é o tema do filme "E O Vento Levou" em outro arranjo. É a única música reconhecível da trilha sonora desse programa.

No programa do Chaves há uma aluna chamada Iara que só falou 7 palavras e nunca mais apareceu. Ela aparece vestida de azul no episódio em que os alunos estão fazendo a prova de desenho na escola. É nesse mesmo episódio que Chiquinha pede para fazer uma "observação".

Fora Iara há 6 personagens na escola que nunca foram chamados. Três tem nome: Higino, Elisabete e Verônica.

Rubén Aguirre (o Professor Jirafales) antes de ser ator, era um alto executivo da Televisa. Alto mesmo, com 1.95m.

Nos capítulos mais velhos, o chão da vila é o próprio chão do estúdio.

O pessoal da dublagem teve trabalho para dublar as aulas de história pois mudaram a história do México para a do Brasil. Somente em um episódio eles colocam a história do México.

A rua da frente da vila mudou 3 vezes: já foi branca e só passavam pedestres, depois teve muros baixos, uma curva e carros, e por último perdeu a calçada. A única coisa que não mudou foi a misteriosa oficina chamada "Taller".

A passagem para o segundo pátio também mudou 2 vezes: uma vez era a passagem direta e outra tinha a janela do quarto da Chiquinha no corredor para o pátio.

Outra coisa que também mudou foi o chafariz, que já foi de 2 modelos. Já mudaram também o número da casa do segundo andar do primeiro pátio.

Os únicos episódios datados são o que a Chiquinha recebe a carta de sua bisavó e está escrito na carta o ano de 1979. O outro capítulo é aquele em que o famoso ator de novelas Héctor Bonilla vai a vila e diz que seu carro é ano 79. Fora esses capítulos o único datado comprovadamente é o filme do Chapolin que foi feito em 1980.

No começo da série, Roberto Gomez Bolaños teve que economizar dinheiro para montar o cenário pois a Televisa não bancava nada. Por isso o cenário era todo feito de papelão e isopor, deixando o seriado mais engraçado ainda.

No começo do Chaves haviam apenas 7 personagens: Chaves, Seu Madruga, Dona Florinda, Quico, Prof. Jirafales, Sr. Barriga e Dona Clotilde. Aos poucos o elenco foi aumentando chegando aos que conhecemos hoje.

Chespirito criou Chaves com a inspiração das favelas da América Latina.

A apresentação do programa no México era feita por Gabriel Fernández, esposo de Maria Antonieta de las Nieves, a Chiquinha.

Durante as filmagens dos episódios que se passam em Acapulco, os atores não tiveram folga para aproveitar a praia: "Trabalhamos todos os dias, durante duas semanas", contou Edgar Vivár. O episódio foi feito para promover um hotel do mesmo grupo da Televisa, produtora da série.

Roberto Bolaños já conhecia todos os atores que formariam o futuro elenco do programa Chespirito, sendo que os únicos que já haviam trabalhado como atores eram Florinda Meza e Ramón Valdés. O único que chegou mais tarde foi Raul Padilla, o Jaiminho (chamado para complementar o programa após as saídas de Carlos Villagran em 1979 e Ramón Valdés em 1982). Aliás, Ramón Valdés era considerado o mais talentoso de todos, decorava o texto rapidamente, e Chespirito disse que ele foi o único que já o fez morrer de rir.

Quico vive chamando o seu Madruga de "gentalha", mas uma vez ele revidou! E disse: "Chiquinha, eu já te falei pra não se misturar com mocorongos almofadinhas!".

Em todos os episódios do Chaves que se pôde ver no Brasil, só apareceram 6 atores convidados, os que faziam os personagens Glória, Paty, Iara, Seu Madroga, Héctor Bonilla e um empresário (Sr. Carequinha) que queria comprar a vila em uma série sem final - esse é o mesmo ator que foi aquele garçom do restaurante da Dona Florinda, e que fez o Sr. Furtado.

A "Tienda del Chavo" que você assiste hoje em dia é um remake. Na versão original, ela ficava no segundo pátio da vila. Como nós podemos constatar, não é assim um ponto que se digam: Minha nooossa, que ponto movimentado...

O único super-herói citado na série Chaves é o Chapolin. Em compensação, Chapolin cita todos os outros, e até já chegou a alfinetar Batman e Superman dizendo que "eles não gostam de mulheres" (no episódio do Pistoleiro Veloz).

Nos programas de Chespirito as meninas sempre são mais inteligentes. No Chaves, era a Chiquinha que bolava seus planos usando sua esperteza contra o Chaves e o Quico.

No episódio em que a vizinhança vai ao cinema, é possível ver várias vezes um tipo de microfone suspenso no ar. É só reparar bem no canto superior direito da tela. Nesse mesmo episódio, no final, o número da casa da Dona Florinda está como nº 24.

Paty mora no apartamento 24, que, curiosamente, em alguns episódios mais antigos já foi 23 (preste atenção quando Chaves e Quico estão brincando de Guerra dos Farrapos e Chaves diz: "Prefiro morrer do que perder a vida!").

O carro do Seu Barriga é uma Brasília - e uma Brasília amarela! Esse carro aparece em 2 episódios (quando o Madruga conserta o carro e quando Chaves lava o carro). No episódio da venda da vila pro Sr. Carequinha é uma Brasília branca. Portanto, uma presença do nosso país em Chaves, já que esse automóvel foi o primeiro carro da Volkswagen com design feito no Brasil.

Quando Seu Madruga sai da casa da Dona Florinda à caráter para vender churros, e pede pra Chaves, Chiquinha e Quico não darem risada, você pode notar que a casa da Dona Florinda se transforma num fundo preto. Isso acontece porquê o cenário simplesmente não possui aquela parede. Motivo: nunca se viu aquele ângulo em episódio nenhum.

Todas as músicas das séries Chaves e Chapolin são compostas pelo próprio Roberto Gómez Bolaños. E todas essas músicas (exceto "Taca la Petaca", do Romeu & Julieta) foram dubladas em português.

Carlos Villagran e seu dublador Nelson Machado nasceram com apenas 2 dias de diferença. O primeiro nasceu em 12 de janeiro e o segundo em 14 de janeiro. Os dois chegaram a se encontrar no programa do Jô Soares, em 1996, quando Jô ainda estava no SBT. Na ocasião, Jô entrevistou Carlos como se fosse o personagem Quico mesmo.

Angelines Fernandez, a "Bruxa do 71", era considerada uma das mulheres mais bonitas do México, nos anos 40. Acredite se quiser...

No original, o Chaves vive chamando o Seu Madruga de Ron Damón (no caso, o certo seria Don Ramón). No entanto, na dublagem brasileira, a expressão Meu Sadruga só aparece uma vez.

Seu Madruga aparece de camisa branca no episódio dos ioiôs, de camisa amarela no episódio dos espíritos zombeteiros, e sem bigode no episódio do frango assado.

O polidor de metais que Chiquinha comprou para viajar a Acapulco é de verdade. É o polidor de pratarias Silvo, da empresa Reckitt & Colman. Não sabemos se a tal promoção da viagem a Acapulco realmente existiu. Esse produto é vendido no Brasil há mais de 20 anos.

O episódio da cruz vermelha é o que tem menor elenco. Só participaram Chespirito (Chaves), Florinda Meza (Dona Florinda), Maria Antonieta de las Nieves (Chiquinha/Dona Neves) e Edgar Vívar (Nhonho/Sr. Barriga).

O filme O Crime do Padre Amaro, de 2003, contou com a participação do ator Héctor Bonilla, que é amigo de outro ator do filme, Pedro Amendariz Jr.

No episódio em que o Seu Madruga e Prof. Jirafales dão aulas de futebol americano para as crianças, há um símbolo curioso desenhado na parede do terreno baldio. É a cruz suástica, símbolo do macabro nazismo de Hitler.

Na saga de episódios natalinos na casa do Sr. Barriga, todas as portas da casa são de um formato, exceto a do quarto da Dona Neves, que é feita de outro jeito, pois ela é quebrada por Chaves ao longo do episódio.

Na animação Vida de Inseto da Disney/Pixar, há uma cena curiosa. Quando os insetos estão ensaiando uma peça de teatro, uma formiga cita uma famosa frase de Chapolin: "Oh, e agora quem poderá nos defender?"

Na primeira versão do capítulo em que se vê o álbum de fotografias de seu Madruga, pode-se ver numa parede da casa, uma foto em que aparece uma mulher com um vestido de noiva junto com um homem, o qual seja supostamente Seu Madruga com sua falecida esposa.

O nome da música com que começa o programa foi baseada na “Marcha Turca das Ruínas de Atenas” (gravada em abril de 1920) e o autor é Beethoven.

O primeiro capítulo de Chaves foi transmitido em 20 de junho de 1971.

Quando Chespirito introduziu a Pópis no seriado, lhe pôs uma voz fanhosa. Poucos dias depois um senhor disse a Chespirito que jamais voltaria a ver seu programa porque seu filho tinha esse tipo de problema e todos caçoavam dele na escola. Bolaños então resolver sumir com o personagem e um ano depois a incorporou uma voz normal.

Em um programa de TV, Chespirito denunciou o plágio de que disse que foi vítima em 1973. Ele comenta assim: “Há muitos anos, quando não existia nenhum escritório para registrar as idéias, escrevi um roteiro para o cinema que falava de uma menina que movia objetos, trepidava e voava sobre a cama, possuída. Tempos depois, saiu o livro e o filme “O Exorcista”.

Em Bogotá, Colômbia, anos atrás, o governo daquele país havia suspendido as transmissões do Chaves e cidadãos realizaram uma manifestação na qual Chespirito e seus companheiros participaram em defesa da transmissão do programa. O mais curioso foi que se armou uma espécie de cortejo fúnebre e dentro de uma caixão ia uma televisão, a qual, com todos os formalismos que requeria a ocasião, foi sepultada em um pátio municipal como maneira de protesto. O governo não teve mais remédio, e colocou novamente o Chaves no ar.

Há uma história que Chespirito conta visivelmente emocionado e com olhos lacrimejantes, onde relata sobre um senhor que estava doente,sem poder falar e que adorava o Chapolin Colorado, e sempre, prostrado em sua cama, assistia ao programa. Os médicos não encontravam explicação para seu estado e ao seu problema de não poder falar, porém um dia, vendo o programa, o senhor disse: “Chapolin!” e começou a rir, impactando a família e os médicos. Isto disse Chespirito em uma entrevista que deu ao programa “Hoy”, feita por Andréa Legarreta, e esta história chegou a Bolaños através de uma carta que escreveram os familiares do doente.

Chespirito conta que em uma viagem a Colômbia com todo o elenco do programa estavam visitando centros turísticos. Eles viajavam de ônibus e em um ponto subiu um menino pobre vendendo doces e outras guloseimas, e quando chegou ao acento onde estava Chespirito, ficou hipnotizado e em uma fração de segundos este menino tirou todo o dinheiro que tinha em seu bolso e disse: “Chaves, toma para que compre seu sanduíche de presunto”. Roberto ficou perplexo perante o que este menino pobre acabara de fazer e ele como um cavalheiro que é, aceitou o dinheiro, pois não quis desfazer a ilusão do menino.

Conta Carlos Villagrán que ele e Ramon Valdés tinham grande amizade, que Ramón estando muito mal de saúde em um hospital, ainda conservava seu bom humor. Carlos Villagrán disse: “Nos vemos lá em cima no céu” e Ramón replicou “Não se faça de louco, lá embaixo, no inferno”.

Mais de 25 gibis do Chaves foram lançados pela Editora Globo, de Roberto Marinho, em 1991.

Por que o nome "Chaves"? Trata-se de uma história bem curiosa. "Chavo", na gíria mexicana, significa garoto, menino na idade de travessuras. No caso, o "Chavo" morava em um barril, na vila pobre. Como o movimento labial de Chavo em espanhol é idêntico ao de Chaves em português, foi escolhido esse nome para o garoto.

Você sabe qual é o número do apartamento da Dona Florinda? 14, certo? Nem sempre. No episódio dos inseptos, e no episódio em que o Chaves quebra a mesma lâmpada várias vezes, o número do apartamento da Dona Florinda é 42! E pra complicar ainda mais, no episódio do "filme do Pelé", do dia de São Valentin e dos Namorados, o número é 24! Esses dois episódios são do final de 1978/79, logo depois de Carlos Villagran sair do Chaves para estrelar seu próprio seriado, Frederrico, na Venezuela.

Ao escolher a cor da roupa do Chapolin, Chespirito tinha 4 opções: branco, preto, azul e vermelho. Branco não dava, porque esta cor causava muitos problemas de reflexões. Preto também não porque dá a impressão de morte. Azul também não pois atrapalhava na hora de fazer o efeito Cromakey, usando o azul Chapolin ia ficar invisível e só ia aparecer sua cabeça. Diante dessas opções Chespirito optou pelo vermelho.

Porquê será que no quarto do Nhonho tem uma beliche (quando Chaves passa o Natal na casa do Seu Barriga)? Ele não era filho único?

O dono da venda da esquina deve ser bem velho, pois no episódio dos cofrinhos o Seu Madruga disse que quando era criança vendia garrafas para ele.

Há uma marca muito familiar em uma das músicas do seriado Chaves. No episódio do dia das crianças, Chaves canta assim: "Sonhei que o SBT tinha feito uma parada..." Pois é, tinha que ser o Abravanel. Mas tudo bem, foi graças ao Sílvio Santos que o Brasil pôde ver esse grande seriado de televisão.

Você sabia que Chapolin existe na vida real? Na verdade, esse é o nome de um gafanhoto vermelho, que no México é comido - no México se comem vários insetos, assim como na Coréia do Sul e na China. O gafanhoto é comido frito, e como Chapolin é vermelho, e tem antenas, asas (que mais parecem dois rabos), daí o nome Chapolin.

Nelson Machado, dublador do Kiko

chesperito — 05-06-2008 GTM 1 @ 00:45

Caê: Como você começou na carreira de dublador e como você descobriu que era esta carreira que você queria seguir?

Nelson: Minha mãe era dubladora. Eu ia com ela pro estúdio quando tinha 12/13 anos. Um dia comecei a fazer. Não descobri que essa era a carreira. Fui trabalhando, trabalhando e fiquei no pedaço até hoje.

Yves: Nelson, além de você ter sido dublador do Carlos Villagrán (Quico) nas séries CH, quais outros trabalhos você fez e qual você acha que foi o mais importante para sua carreira?

Nelson: Eu fiz muita coisa, a gente dubla dois ou três filmes por dia. Agora imagina todos os dias do ano, todos os anos desde 1968... Não dá pra lembrar tudo o que a gente fez.

Quanto a tal da carreira, sempre se faz essa confusão com dubladores, não há carreira, há trabalho. A carreira é de ator, a gente faz teatro, TV, cinema, dublagem, o que aparecer. Um dia a gente percebe que aparece mais uma coisa do que a outra e acaba ficando.

No caso da dublagem, não existe esse negócio de "trabalho mais importante pra carreira". Por exemplo, o Kiko me deu muitos fãs, mas não acrescentou um único trabalho a mais na minha vida. Em dublagem, fazer um bom trabalho não significa subir um degrau na carreira imediatamente.

Mas entre trabalhos que fiz, dos quais me lembro e gosto de ter feito tem o Jeff Goldblum na série "A Dupla Genial", tem o Robin Williams em diversos filmes, o Roberto Begnini, a série de desenhos Darkwing Duck, o Glomer da Punky.

Yves: Em que período foi e quantos anos você tinha quando fez a dublagem das séries CH?

Nelson: A série foi feita mais ou menos entre 1983 e 1985, portanto eu estava com 30/31 anos.

Caê: Como foi feita a abordagem por parte do SBT para que você dublasse as séries?

Nelson: Abordagem? Em dublagem? Outro grande engano. A gente recebe a escala, vai pro estúdio no dia e hora marcados, lá tem uma tela, um roteiro em português, a gente dubla e vai embora. Não há abordagens.

Yves: Você ainda tem contato com os outros dubladores das séries CH?

Nelson: Com muitos. Helena Samara, Mário Vilela, Osmiro Campos, Martha Volpiani, Cecília Lemes. Com o Carlos Seidl o contato é mais difícil, já que ele se mudou pro Rio, mas mesmo assim, de vez em quando, a gente se vê.

Yves: Pelo que parece Carlos Villagrán (Quico) saiu brigado com alguns atores das séries CH, você o conheceu no Programa do Jô em 1996, o que você achou dele?

Nelson: Conversamos por um bom tempo fora do estúdio. Foi uma experiência bem agradável!

Yves: Você ainda consegue fazer as vozes dos personagens de Carlos Villagrán?

Nelson: Consigo. Um pouco menos aguda, mas consigo.

Yves: Você tem algum projeto para o futuro?

Nelson: Tenho centenas. Mas essa é uma daquelas perguntas cuja resposta só é possível no campo pessoal. Dublador não tem projetos profissionais. A gente não tem como fazer um projeto, por exemplo, de que no ano que vem vai dublar três séries de desenhos e dois filmes do Begnini. Isso não existe. Nada está nas nossas mãos. A gente vai ao estúdio e descobre na hora o que há pra fazer. Não há projetos.

Caê: Por que você acha que depois de tanto tempo no ar Chaves ainda faz sucesso?

Nelson: Roberto Gomez Bolaños é um gênio. Criou uma vila onde qualquer um, em qualquer parte do mundo, pode achar um personagem com o qual se identifica.

Fonte: http://www.viladochaves.com

Fernando Thuler e Luís Joly

chesperito — 05-06-2008 GTM 1 @ 00:43

Fernando Thuler e Luís Joly

(escritores do livro "Chaves: foi sem querer querendo?")

Quantos anos vocês tem?

R: Fernando Thuler: 23 ; Luís Joly: 25

Como surgiu a idéia de fazer um Livro sobre Chaves e Chapolin?

R: A idéia surgiu quando ainda estávamos na faculdade. Durante algumas aulas fazíamos uma espécie de competição para ver quem sabia mais de Chaves. Juntamos tanta informação, que pensamos : “isso dá um livro”. O primeiro passo foi transformá-lo em nosso Trabalho de Conclusão de Curso. Depois fomos atrás de uma editora e fechamos com a Matrix em julho deste ano.

Vocês estão gostando da reação do publico sobre o Livro até agora?

R: Muito. Na verdade têm até nos surpreendido bastante. Em um mês já fomos para a 2ª Edição e estamos entre os 10 mais vendidos no país. O retorno têm sido sensacional.

Desde que ano cada um de vocês assiste aos seriados de Chespirito?

R: Nós somos da geração que assiste desde o início, quando o seriado estreou no programa do Bozo. Desde lá, sempre acompanhamos os episódios.

Vocês se recordam de muitos episódios perdidos?

R: Sem dúvida. O Luís inclusive tem duas fitas VHS só com episódios perdidos. Um dos que mais lembramos e gostamos são “Os Espíritos Zombeteiros” e “A Peruca de Sansão” (Chapolin).

Vocês precisaram de autorização da Televisa ou SBT pra divulgar o livro? Se sim, eles complicaram ou não na liberação?

R: Não foi preciso de autorização para o texto. Trata-se de um livro-reportagem, portanto é como contar uma história baseada em fatos, portanto não há necessidade para autorização. Tivemos dificuldades para obtenção das imagens, já que essas sim necessitam autorização, tanto que o livro ficou carente de fotos. Mas, quem sabe para uma futura edição o livro tenha mais ilustrações.

O que vocês preferem Chaves ou Chapolin?

R: Acho que não há preferência. Gostamos dos dois igualmente. É um humor diferente e os dois deveriam ser exibidos sempre. É uma pena o Chapolin não ser mais exibido.

Qual é o personagem preferido de cada um?

R: Gostamos de todos, mas para nós o Seu Madruga é o preferido.

Como foi a fase de aprovação do Livro pela Editora?

R: Foi muito interessante. Quando entregamos o livro para a Editora Matrix, eles pediram 30 dias para avaliar o trabalho. Só que, em apenas 3 dias, eles ligaram pra gente dizendo que o livro era ótimo e precisava ser publicado imediatamente. Daí, em menos de 2 meses, o livro estava nas lojas.

Justifiquem aqui o por que das Séries depois de 21 anos sendo reprisada ainda fazem sucesso.

R: O Bolaños conseguiu fazer um texto muito bom, com piadas que não têm data de vencimento. É um humor que tinha graça nos anos 70 e vai continuar tendo em 2050. Conseguiu unir personagens que nos remetem a uma fase ou momento de nossa vida, sempre em situações engraçadas e que fazem o telespectador se divertir. Enfim, são vários os motivos. Uma boa dica é ler o livro, lá muito desse sucesso é explicado.

Repórter interativo

Jota Del Fabro – Criciúma, Santa Catarina.

Vocês tem idéia de quantos livros já foram vendidos? E quais suas expectativas sobre as vendas do Livro até o final do ano?

R: Já estamos na segunda edição do livro, a expectativa é que as vendas cresçam até o fim do ano. Não dá pra ter uma idéia de quantas já foram vendidos, mas já está entre os 10 mais do Brasil.

Mestre Maciel

Que nota vocês tiraram na monografia que inspirou o livro? Como o povo a recebeu durante a apresentação no palco?

R: Tiramos nota 10. Fomos muito bem recebidos, com auditório lotado e todos acompanhando a apresentação até o final, que se encerrou depois da meia-noite numa sexta-feira, um dia que geralmente todos saem mais cedo.

Joey

Como que tu me publica um livro com tantas informações erradas?

R: O livro é fruto de muito trabalho, pesquisa e entrevistas. Um seriado antigo como este traz muito desencontro de informações e até mesmo as pessoas envolvidas com seriado às vezes se confundem ao contar os fatos. Não inventamos nada do que está escrito ou escrevemos com opinião próprias. O que fizemos foi uma grande reportagem, onde tudo que está escrito veio de informações que conseguimos através de pesquisas e entrevistas.

Fonte: http//:www.viladochaves.com

Gabi Gastaldi

chesperito — 05-06-2008 GTM 1 @ 00:40

(filha de Marcelo Gastaldi, dublador do Chaves)

Mateus: Boa noite, hoje estaremos entrevistando a minha querida amiga Gabi Gastaldi, filha do saudoso dublador e ator Marcelo Gastaldi... boa noite, Gabi... ou eu deveria dizer boa madrugada?

*eu dando uma de Jô Soares, que tristeza.*

Gabi: Boa noite, e obrigada pelo querida! Nossa, perdi até a noção do tempo com o nosso papo..

Mateus: hehe, verdade, mas chega desse papo de comadre, que hoje é dia de entrevista.

Primeiro, vamos aos dados da entrevistada: nome, idade, sexo, cidade natal, data de nascimento e de falecimento, numero do soutien, CPF, RG, comida preferida, cor preferida, estilo musical, e ai, calo-me, calo-me, calo-me senão eu me deixo loooooooouco!

Gabi: Haha, bom, meu nome é Gabriela Ribeiro Gastaldi, tenho 16 anos, sou de SP.

Comida preferida? Pôxa, complicado, porque são muitas, como muito!

Agora estilo musical é um pouco menos complicado, acho que gosto das coisas que são bem feitas não importa muito o estilo.

O resto da pergunta eu prefiro não responder, hahaha.

Mateus: Se eu fosse um pouco mais Leão Lobo, eu insistiria, mas vamos à próxima... Você tem ou tinha o costume de assistir Chaves, Chapolin, e os outros programas?

Gabi: Eu assistia antes com maior freqüência, agora é raro. Parei de ver sem motivos, acho que apaguei um pouco o Chaves da minha vida por um tempo.

Mateus: Algum motivo especial? Acha que pode ser pela repetitividade um pouco excessiva dos episódios? Ou motivos particulares mesmo, independentes do seriado?

Gabi: Não, acho que nenhum dos dois! Sempre gostei de Chaves e tal, simplesmente parei de ver.

Mateus: Além de assistir os programas, já se interessou em outras coisas sobre as séries, como sites, eventos, fóruns, produtos ou alguma coisa assim?

Gabi: Já me interessei sim, mas na maioria das vezes eu ia atrás de informações do meu pai em alguns sites. Eu me lembro da primeira vez que busquei alguma coisa na Internet e fiquei surpresa com a quantidade de sites que falavam de Chaves e do meu pai. Foi aí que comecei a perceber que realmente tinha gente que considerava o Chaves mais que um programa qualquer, que era algo especial na vida delas.

Mateus: E seus irmãos? Como eles lidam com o programa?

Gabi: Acho que quase da mesma forma.Todo mundo aqui tem um carinho especial pelo programa, mas acho que nunca tivemos noção de sua importância e repercussão.

Mateus: E, assim, não é surpreendente saber que o Marcelo Gastaldi ficou tão famoso e reconhecido dentre os fãs, sabendo-se que no nosso país a dublagem não é tão valorizada e reconhecida?

Gabi: Muito. Tenho um enorme orgulho de tudo isso, porque é sinal que ele fez um bom trabalho. É normal não haver valorização da dublagem, mas acho que ele fez tudo com tanto carinho que acabou dando em anos de reconhecimento.

Mateus: Qual a reação das pessoas quando descobrem que você é filha do dublador do Chaves, do Chapolin ou do Charlie Brown, por exemplo?

Gabi: Hahah, é sempre a mesma: “Sério?? Posso ligar na sua casa pra ouvir a voz dele?” (quando não sabem que ele já morreu), haha é divertido, mas poucas pessoas sabem quem era meu pai. Nunca tive o costume de falar isso do nada, somente quando surge oportunidade!

Mateus: E você não fica triste ou com raiva com essa confusão das pessoas?

Gabi: Não, acho super normal. Só acho péssima a parte em que conto que ele já morreu, porque geralmente as pessoas ficam constrangidas por isso e pedem mil desculpas.

Mateus: Bem, o Marcelo veio a falecer quando você tinha 5 anos, certo? Você tem alguma lembrança do seu pai, ou de algum momento com ele?

Gabi: Na verdade quando eu tinha 6. Ainda tenho algumas lembranças, me lembro dele sempre alegre fazendo um churrasco e ouvindo Beatles! Tudo que sei sobre meu pai me leva a acreditar que ele foi a pessoa que um dia eu quero ser.

Mateus: Como você lida com as perguntas das pessoas, e com o assédio, se ele existir? Você não se incomoda com o fato das pessoas chegarem até você e ficarem te fazendo milhares de perguntas sobre o seu pai (assim como eu estou fazendo agora)?

Gabi: Bom a gente nunca lidou com ele de fato até o dia do FBV, acredita que um menino chorou no meu ombro por uns bons 10 minutos depois de ter visto a homenagem feita pro meu pai? Hahaha pra mim isso é novo, e é divertido! E eu adoro falar sobre ele, principalmente porque fiquei muito tempo sem falar sobre tudo isso!

Mateus: Já que adora, posso fazer mais umas 30 perguntas?

Gabi: Hehe, fique à vontade.

Mateus: Mesmo não acompanhando a série diariamente, você tem conhecimento do destrato do SBT com as séries? Como você avalia tudo isso?

Gabi: Tenho, não muito. Muito chato tudo isso, as coisas poderiam ser feitas de uma forma bem melhor.Acho que as sérias dão uns bons pontos de audiência e são muito boas para eles destratarem dessa maneira...mas nunca levei muito a sério nada que viesse da TV por isso já não me surpreendo com mais nada.

Mateus: Nem nós, Gabi... Mas porque você acha que Chaves se mantém com este sucesso até hoje?

Gabi: Acho que é porque ele é muito simples, seu humor é muito simples. Todo mundo resgata a ingenuidade quando vê Chaves, tudo mundo precisa às vezes de um pouco dessas coisas puras pra suportar o mundo que não é nada puro! (Tô indo bem?)

Mateus: Ah, que linda! Um espetáculo, como sempre.

Gabi: Orra...assim vou acabar me achando viu!

Mateus: hehehe que isso... mas que tal voltar ao assunto? Vamos deixar a parte de papo furado pra depois...

VOLTANDO À ENTREVISTA, o que você acha que teria sido diferente na sua vida se o seu pai ainda estivesse presente?

Gabi: Nossa, eu sempre faço essa mesma pergunta. Bom, acho que muitas coisas poderiam ser diferentes, tantas que não iriam caber aqui. A morte do meu pai, por mais dolorosa me fez provar o gosto da vida, sabe (Profundo, não?). Mas é exatamente isso, acho que se ele ainda estivesse por aqui eu não seria a mesma, eu poderia aprender muito com o meu pai, mas não da mesma forma que aprendi com a ausência dele!

Mateus: Você pensa ou já pensou em seguir os passos do pai, seja no ramo de atuação, ou de dublagem?

Gabi: Sim, quando eu era menor eu dublava algumas coisas...e fazia esses tipos de trabalho.

Depois de um tempo parei totalmente, mas agora levo isso mais a sério, tenho uma enorme vontade de sair cantando por aí...sei lá, montar uma banda... mas nunca pensei na dublagem exatamente

Mateus: Conte-nos mais sobre isso da banda.

Gabi: Ah, é complicado, não consigo achar gente pra monta-la; é difícil achar alguém bacana e com o mesmo gosto musical, mas tô indo à procura!

Mateus: A sua família ainda mantém contato com algum dos colegas de dublagem do seu pai? Vocês formaram alguma amizade?

Gabi: Bom, minha família sempre teve um contato maior com a Cecília, ela sempre ia pra praia com a gente (bons tempos). Mas depois a gente perdeu o contato, mas ela sempre foi a mais próxima.

Mateus: Como vocês da família se sentem ao ver outra pessoa dublando o Chaves, como o Cassiano Ricardo e agora o Tatá Guarnieri?

Gabi: É estranho, mesmo o trabalho sendo ou não bem feito... mas a gente está acostumado a ouvir Chaves sempre com a mesma voz...mudando ela também se muda a identidade do Chaves.

Observação: Consigo ouvir os pássaros da manhã hahaha, tão um pouco adiantados...

Mateus: Você gostou de ter ido ao Festival da Boa Vizinhança? Qual foi sua impressão sobre o evento? Conheceu algum dos organizadores, ou alguma outra pessoa lá no dia?

Gabi: Pôxa, Eu adorei, um tempo antes eu falei com os organizadores pela Internet e depois eles vieram aqui em casa pegar um material, o que resultou numa amizade.

Bom, eles fizeram tudo com uma enorme vontade, foi uma pena mesmo o lugar ter sido tão pequeno. Mas quem sabe na próxima vez tudo ocorra de uma forma melhor.. só não gostei da parte que tiraram fotos de mim..muita vergonha! hahaha

Mateus: E você pretende ir à próxima também?

Gabi: Sim, sim....pretendo.

Mateus: Bom, para terminar a entrevista, falar um pouco mais de você, e dar uma de Repórter da "Conta Mais"... uma pergunta bem original: quais são seus planos para o futuro? Hehe... faculdade, trabalho.. enfim, quais os seus projetos?

Gabi: Bom, eu pretendo fazer Faculdade de Jornalismo ou Rádio TV, e um dia ainda terei uma banda (hahaha)... Sei lá, quero fazer alguma coisa que me dê prazer e me faça crescer como pessoa, acho que é isso.

Mateus: Bom, é isso, Gabi... muitíssimo obrigado pela entrevista... por mim, eu continuaria, mas pra evitar ter que cortar alguma coisa, terminemos por aqui... Até a próxima, Gabi... obrigado pela paciência.

Gabi: hahahaha..... que isso..... valeu!

Fonte: http//:www.viladochaves.com

Carlos Vilagrán, o Kiko, na Bolívia com seu circo!!!

chesperito — 05-06-2008 GTM 1 @ 00:38

Em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia. Turnê do "Circo del Sol".

Repórter: Carlos ou Quico?
Carlos: Arnold Swartchzeneger.

Repórter: Sou do programa... (comenta o repórter da televisão).
Carlos: E o que me importa?... Não, é brincadeira, continue por favor!

Repórter: Há quanto tempo não passava pela Bolívia?
Carlos: Há onze anos que estive aqui e tinha muita vontade de voltar.

Repórter: Por que Chaves ainda continua com tanto êxito em todo o mundo?
Carlos: O que mais agrada o público de hoje é o humor sadio, comparando com a violência dos jogos de videogame. Chaves não tinha sexo nem violência e tampouco era moralista. Oferecia uma realidade levada ao exagero, até o humor: Chaves vive em um barril, Quico não tem pai porque este teve um acidente e descansa em pança porque foi comido por um tubarão...

Repórter: No começo, Chaves não era um programa para crianças...
Carlos: Não, e nem sequer era uma série. Começou com um esquete onde fazíamos papéis de crianças.

Repórter: Comparando com Chaves, Quico representava um mimado filhinho da mamãe.
Carlos: Sim, mas Quico não era mal. Era por influência da sua mãe, Dona Florinda. Por um lado ele grita "gentalha, gentalha" mas por outro ele brinca com todas as crianças. É um morador da vila querido.

Repórter: E as bochechas? Você coloca alguma coisa para que elas fiquem inchadas?
Carlos: Não, não. Vieram com um defeito de fábrica mesmo. Outros tentam fazer isso, como esse Marlon Brando, mas não conseguem.

Repórter: Há algumas semanas, Maria Antonieta de las Nieves (Chiquinha) obteve um ganho de causa que lhe permite usar o personagem sem ter que pagar direitos a Chespirito? O que você acha disso?
Carlos: É como se Cantinflas (um famoso comediante mexicano) fizesse um filme e dissesse que todos os personagens lhe pertenciam. Nós fomos adicionando muitos ingredientes aos personagens: isto que faço (emite um som típico do Quico) não pode ser dele (Chespirito), eu faço isso desde criança. A roupa do Quico era a que eu usava antes mesmo da série. Eu sou muito grato a Chespirito, mas ele não se dá conta de muitas coisas.

Repórter: Que relação você mantém com Roberto Gomez Bolaños, o Chespirito?
Carlos: Com Bola de Años... perdão, com Bolaños não há relação, nem para bem nem para mal.

Repórter: O que você diria se o visse na sua frente?
Carlos: Obrigado. Não diria mais nada. Digo verdade quando falo que Quico é meu. Estive com ele em sua homenagem, lhe dei um beijo e meus cumprimentos. Quando lhe cumprimentei, os maiores aplausos foram para Quico. Quando transmitiram o evento, editaram essa parte. A coletiva que Bolaños e Maria Antonieta deram a imprensa não me convidaram. Antes éramos uma família, nos queríamos muito. Os programas eram da memória. Sabíamos sempre o que dizer, no tempo certo e na câmera certa. Estou um pouco decepcionado por isso. Os grandes grupos sempre tomam como exemplo os Beatles: por algum motivo se acabam. O egoísmo, a ambição profissional, o pior que temos dentro de cada um sempre se aflora.

Repórter: Como aconteceu o fim do grupo?
Carlos: Depois da série fizemos turnês em grupo. Acontece que 70% das perguntas da imprensa eram para o Quico. É por isso que me sacaram do programa. Em solidariedade a mim, Ramón Valdés saiu do programa e ele era o principal do programa. Sem ele, quem a Bruxa do 71 iria amar? Dona Florinda ficava em filho e sem ter em quem bater, Chiquinha ficava órfã, Chaves sem protetor... aí tudo se acabou.

Repórter: O que prefere: televisão, teatro ou circo?
Carlos: O bom do circo é estar perto do público. Nesta turnê com o "Circo do Sol", às vezes estico a mão e saúdo ao avô, que era jovem na época do Chaves; ao pai, que era criança, e ao bebê.

Repórter: Custa ser criança aos 62 anos?
Carlos: Tenho que me cuidar, não engordar, seguir jovem. Meu pior inimigo é o Quico de antigamente, porque enquanto o ator envelhece, o personagem continua entre seus oito e dez anos.

Repórter: O que fará quando se aposentar?
Carlos: Algum dia isto terá que acontecer. Eu gostaria de escrever e dirigir cinema e televisão. Se eu fizesse um balanço da minha vida, eu ficaria devendo.

Fonte: http//:www.viladochaves.com

Entravista com o dublador de Seu Madruga

chesperito — 05-06-2008 GTM 1 @ 00:35

Carlos Seidl

(dublador do Seu Madruga)

Vila do Chaves: Como você começou na carreira de dublador e como descobriu que era esta carreira que você queria seguir? Quantos anos você tem de carreira?

Carlos Seidl: Tenho 38 anos de carreira. Comecei como ator de teatro em São Paulo, e fui convidado para dublar na AIC, pelo Older Cazarré.

Vila: Alem de dublar Ramon Valdés nas Séries CH, quais outros trabalhos você fez como dublador?

Carlos: Alguns de meus trabalhos foram:

Pai do Dexter - O Laboratório de Dexter
Cientista Irado - Sheep Na Cidade Grande
Dr. Gori - Spectreman
Diretor-Assistente Skinner - Arquivo-X
Perry White - As Novas Aventuras do Superman
Pop - Johnny Bravo
Dan Truman - Armageddon
Schroeder - Snoopy
Lionel Luthor - Smallville
Lennie Briscol - Lei e Ordem
Fred Yokas - Third Watch
Javier - Felicity
Krusty - Os Simpsons
Mas a cada dia é um trabalho novo. Atualmente dirijo dublagem na Herbert Richers.

Vila: Você esperava que os seriados CH fossem fazer tanto sucesso aqui no Brasil?

Carlos: Não só eu como nenhum dos dubladores pensavam que Chaves e Chapolin fossem fazer sucesso.

Vila: Qual a nota que você dá para as atuais dublagens dos DVDs da Amazonas Filmes?

Carlos: Dentro das condições atuais é um trabalho bastante profissional. O som tem pequenos problemas, mas nada que influencie muito no resultado final.

Vila: Você vê algum tipo de semelhança entre você e o Seu Madruga?

Carlos: Todo dublador, como qualquer ator empresta um pouco de sua personalidade ao trabalho realizado.

Vila: Você tem constantes aparições em alguns seriados e novelas da Rede Globo. Para participar destas atrações, como é o contato mantido com a emissora? Você tem algum tipo de contrato com ela?

Carlos: Não tenho contrato. Os produtores de elenco ligam pra gente, e havendo possibilidade nós realizamos o trabalho.

Vila: Em que período foi e quantos anos você tinha quando fez a dublagem das séries CH?

Carlos: Foi no período de 1984 à 1986 aproximadamente. Eu tinha quase 40 anos já...

Vila: Você ainda assiste ou pelo menos já chegou a ser um fiel telespectador das Séries CH?

Carlos: Geralmente quando passa estou trabalhando. Mas como todo mundo já assisti vários capítulos.

Vila: Você imortalizou a voz de um personagem amado por grande parte do Brasil. Qual o seu sentimento quanto a isto?

Carlos: Tenho muito a agradecer aos fãs que fizeram deste trabalho um sucesso.

Vila: Você prefere Chaves ou Chapolin?

Carlos: É difícil escolher um, cada um tem o seu charme.

Vila: O que você acha dos eventos realizados pelo meio CH?

Carlos: Acho maravilhoso pelo grande reconhecimento que os fãs tem pelo nosso trabalho.

Vila: Existe alguma diferença técnica entre as gravações da dublagem daquela época para as atuais?

Carlos: Muita diferença. A principal é que antigamente várias pessoas dublavam ao mesmo tempo, e atualmente cada um faz seu trabalho sozinho.

Vila: O fato de hoje o seriado ter um sucesso estrondoso diferencia as dublagens de hoje para as de antigamente? Existe alguma exigência que antes não existia?

Carlos: Não. Atualmente existe um controle de qualidade melhor.

Vila: Qual mensagem você deixaria para os fãs das séries CH?

Carlos: "A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena".

Vila: Você tem algum projeto para o futuro?

Carlos: Todo ator sempre tem um projeto para o futuro, mas atualmente não posso especificar nenhum.

Vila: Só para finalizar, qual a sua explicação para uma série estrangeira, simples e não sensacionalista fazer tanto sucesso com pessoas tão diferentes (idade, classe social) no Brasil e no mundo?

Carlos: Para mim, a explicação está justamente na simplicidade das Séries e na criatividade que ela nos propõe em cada situação.

Fonte: http//:www.viladochaves.com

Metérias

chesperito — 05-06-2008 GTM 1 @ 00:29

[02/12/2006] 2006, o ano CH - Todos os acontecimentos que marcaram este ano especial

[11/11/2006] O desenho de Chaves vem aí - Saiba tudo sobre esta nova atração que estréia em dezembro no SBT

[05/11/2006] Box 4 e 5 - Resenha dos dois últimos boxes lançados

[27/10/2006] O diário do Chaves - A opinião sobre este livro lançado há pouco tempo e que não contém o costumeiro humor de Chespirito

[02/09/2006] Os 11 maiores erros de seqüência de CH - Leia e surpreenda-se com os erros

[05/08/2006] Box "O Melhor de Chespirito" volume 3 - A análise completa sobre a terceira caixa de DVDs, que já está a venda

[29/04/2006] A família Valdés - Conheça os dois irmãos comediantes de Ramón Valdés

[25/03/2006] Chaves em outras emissoras - Como seria Chaves fora do SBT?

[17/12/2005] Uma vida sem CH - Como seriam nossas vidas em Chaves e Chapolin?

[03/12/2005] Primeiro box de DVDs - Release da primeira caixa de DVDs lançada em 2005

[19/11/2005] E se a refizéssemos? - Um guia atualizado sobre os episódios perdidos do SBT

[03/09/2005] 1º Festival da boa vizinhança - Cobertura completa do evento em SP

[01/09/2005] DVD "O melhor de Chaves" - O primeiro DVD de Chaves lançado no Brasil

[06/08/2005] Fanatismo CH - Os motivos que levam os fãs a adorarem as séries CH

[06/08/2005] Sucesso duradouro - Por que Chaves é um sucesso até hoje?

[06/08/2005] Chamagol - O artilheiro em prol da homenagem

Chaves no Orkut

chesperito — 05-06-2008 GTM 1 @ 00:25

» Nunca fui em Tangamandapio

» Seu Madruga imitando Dona Florinda

» Conde Terra Nova

» Papel de animal

» Preferia ver o filme do Pelé!

» Eu vim ver o senhor

» Por que está pintando a porta?

» Zenon Barriga y Pesado

» O Einstein mexicano

» Não tô chorando, tô contando

» Chapolin - Jatava

» Chapolin boneco do Pedrinho

» Seu Madruga e Quico

» Chaves come lagosta

» Risadinha do Chaves

» Quem nunca viu Chapolin?

» Quem fez minha caricatura?

» Água da jamaica (duende)

» Era melhor ver o filme do Pelé

» Não são pedras e sim aerolitos

» Chaves do 8 supera tudo

» Seriado Chaves em animação

» Se solicita mesero

» O Chaves ganha da Globo

» A vizinhança do Chaves

» A culpa é sua, sua, sua

» Seu Madruga, caiu o seu martelo

» Lições de boxe com o Seu Madruga

» Serve pela direita e retira pela esquerda

» O marciano derrubou o ET gordão

» Eu viajo na Sapatos Airlines

» ...E de baixo tem mais!

» Seu Madruga troca a lâmpada

» Seu Madroga

» Bota a mão aí pro senhor ver

» Você não é o Besouro Verde?

» Chaves - Os Beatles do México

» Odeio quem odeia o Seu Madruga

» Meu hobbie é assistir Chaves

» Seu Madruga - Aí vem o touro

» Sim, te perdoô

» Adoro falar de Chaves

» Não respire pra não matar os chineses

» Figurante narigudo

» Que bonita vecindad

» Seu Madruga para presidente

» Godinez, rei da galera do fundão

» Eu tô cego! Tô cego dos olhos

» Sou + bonito que o Seu Madruga

» Chaves faz bem pra saúde

» O Seu Madruga vale muito

» Tá, tá, tá, tá, tá...

» Bonequinho do Seu Madruga

» Seu Madruga vende balões

» É por isso que só te traz flores

» www.vibeflog.com/fotosdochaves

» Eu vejo Chaves às 5 da manhã

» Seu Madruga é do Papão

» Eu adoro Chaves de madrugada

» Se serve pela direita e se retira pela esquerda

» Chaves não pode morrer

» Super Quico!

» Seu Madruga na seleção

» Chaves

» Tripa Seca vs. Chuck Norris

» Tripa Seca with Laser´s

» Chaves de Acapulco é o melhor

» Chaves - o Livro

» O Orkut é CH

» Seu Madruga vão matar o senhor

» Chapolin - Microfones Ocultos

» Chapolin enfrenta as múmias

» Madruguinha (Chaves)

» Risadas de fundo do Chaves

» Conde Terra Nova

» Pirata Alma Negra

» Chaves é cultura!

» Tripa Seca - o vilão!

» Eu quero minha bola quadrada

» Chaves

» Cale-se Luís Manuel!

» Barril do Chaves

» Ai que burro! Dá zero pra ele

» Pepeee já tirei a vela

» Eu cresci vendo Chaves

» Satanas (Chaves)

» U.T.P.J. - Uma torta para Jaiminho

» Melhor ir ver o filme do Pelé!

» Chaves, o mestre do humor

» Seu Madruga é o astro

» Dona Clotilde não é bruxa

» Chapolin meu super herói

» Seu Madruga na Liga da Justiça

» Seu Madruga - O homem do saco