Gabi Gastaldi
(filha de Marcelo Gastaldi, dublador do Chaves)
Mateus: Boa noite, hoje estaremos entrevistando a minha querida amiga Gabi Gastaldi, filha do saudoso dublador e ator Marcelo Gastaldi... boa noite, Gabi... ou eu deveria dizer boa madrugada?
*eu dando uma de Jô Soares, que tristeza.*
Gabi: Boa noite, e obrigada pelo querida! Nossa, perdi até a noção do tempo com o nosso papo..
Mateus: hehe, verdade, mas chega desse papo de comadre, que hoje é dia de entrevista.
Primeiro, vamos aos dados da entrevistada: nome, idade, sexo, cidade natal, data de nascimento e de falecimento, numero do soutien, CPF, RG, comida preferida, cor preferida, estilo musical, e ai, calo-me, calo-me, calo-me senão eu me deixo loooooooouco!
Gabi: Haha, bom, meu nome é Gabriela Ribeiro Gastaldi, tenho 16 anos, sou de SP.
Comida preferida? Pôxa, complicado, porque são muitas, como muito!
Agora estilo musical é um pouco menos complicado, acho que gosto das coisas que são bem feitas não importa muito o estilo.
O resto da pergunta eu prefiro não responder, hahaha.
Mateus: Se eu fosse um pouco mais Leão Lobo, eu insistiria, mas vamos à próxima... Você tem ou tinha o costume de assistir Chaves, Chapolin, e os outros programas?
Gabi: Eu assistia antes com maior freqüência, agora é raro. Parei de ver sem motivos, acho que apaguei um pouco o Chaves da minha vida por um tempo.
Mateus: Algum motivo especial? Acha que pode ser pela repetitividade um pouco excessiva dos episódios? Ou motivos particulares mesmo, independentes do seriado?
Gabi: Não, acho que nenhum dos dois! Sempre gostei de Chaves e tal, simplesmente parei de ver.
Mateus: Além de assistir os programas, já se interessou em outras coisas sobre as séries, como sites, eventos, fóruns, produtos ou alguma coisa assim?
Gabi: Já me interessei sim, mas na maioria das vezes eu ia atrás de informações do meu pai em alguns sites. Eu me lembro da primeira vez que busquei alguma coisa na Internet e fiquei surpresa com a quantidade de sites que falavam de Chaves e do meu pai. Foi aí que comecei a perceber que realmente tinha gente que considerava o Chaves mais que um programa qualquer, que era algo especial na vida delas.
Mateus: E seus irmãos? Como eles lidam com o programa?
Gabi: Acho que quase da mesma forma.Todo mundo aqui tem um carinho especial pelo programa, mas acho que nunca tivemos noção de sua importância e repercussão.
Mateus: E, assim, não é surpreendente saber que o Marcelo Gastaldi ficou tão famoso e reconhecido dentre os fãs, sabendo-se que no nosso país a dublagem não é tão valorizada e reconhecida?
Gabi: Muito. Tenho um enorme orgulho de tudo isso, porque é sinal que ele fez um bom trabalho. É normal não haver valorização da dublagem, mas acho que ele fez tudo com tanto carinho que acabou dando em anos de reconhecimento.
Mateus: Qual a reação das pessoas quando descobrem que você é filha do dublador do Chaves, do Chapolin ou do Charlie Brown, por exemplo?
Gabi: Hahah, é sempre a mesma: “Sério?? Posso ligar na sua casa pra ouvir a voz dele?” (quando não sabem que ele já morreu), haha é divertido, mas poucas pessoas sabem quem era meu pai. Nunca tive o costume de falar isso do nada, somente quando surge oportunidade!
Mateus: E você não fica triste ou com raiva com essa confusão das pessoas?
Gabi: Não, acho super normal. Só acho péssima a parte em que conto que ele já morreu, porque geralmente as pessoas ficam constrangidas por isso e pedem mil desculpas.
Mateus: Bem, o Marcelo veio a falecer quando você tinha 5 anos, certo? Você tem alguma lembrança do seu pai, ou de algum momento com ele?
Gabi: Na verdade quando eu tinha 6. Ainda tenho algumas lembranças, me lembro dele sempre alegre fazendo um churrasco e ouvindo Beatles! Tudo que sei sobre meu pai me leva a acreditar que ele foi a pessoa que um dia eu quero ser.
Mateus: Como você lida com as perguntas das pessoas, e com o assédio, se ele existir? Você não se incomoda com o fato das pessoas chegarem até você e ficarem te fazendo milhares de perguntas sobre o seu pai (assim como eu estou fazendo agora)?
Gabi: Bom a gente nunca lidou com ele de fato até o dia do FBV, acredita que um menino chorou no meu ombro por uns bons 10 minutos depois de ter visto a homenagem feita pro meu pai? Hahaha pra mim isso é novo, e é divertido! E eu adoro falar sobre ele, principalmente porque fiquei muito tempo sem falar sobre tudo isso!
Mateus: Já que adora, posso fazer mais umas 30 perguntas?
Gabi: Hehe, fique à vontade.
Mateus: Mesmo não acompanhando a série diariamente, você tem conhecimento do destrato do SBT com as séries? Como você avalia tudo isso?
Gabi: Tenho, não muito. Muito chato tudo isso, as coisas poderiam ser feitas de uma forma bem melhor.Acho que as sérias dão uns bons pontos de audiência e são muito boas para eles destratarem dessa maneira...mas nunca levei muito a sério nada que viesse da TV por isso já não me surpreendo com mais nada.
Mateus: Nem nós, Gabi... Mas porque você acha que Chaves se mantém com este sucesso até hoje?
Gabi: Acho que é porque ele é muito simples, seu humor é muito simples. Todo mundo resgata a ingenuidade quando vê Chaves, tudo mundo precisa às vezes de um pouco dessas coisas puras pra suportar o mundo que não é nada puro! (Tô indo bem?)
Mateus: Ah, que linda! Um espetáculo, como sempre.
Gabi: Orra...assim vou acabar me achando viu!
Mateus: hehehe que isso... mas que tal voltar ao assunto? Vamos deixar a parte de papo furado pra depois...
VOLTANDO À ENTREVISTA, o que você acha que teria sido diferente na sua vida se o seu pai ainda estivesse presente?
Gabi: Nossa, eu sempre faço essa mesma pergunta. Bom, acho que muitas coisas poderiam ser diferentes, tantas que não iriam caber aqui. A morte do meu pai, por mais dolorosa me fez provar o gosto da vida, sabe (Profundo, não?). Mas é exatamente isso, acho que se ele ainda estivesse por aqui eu não seria a mesma, eu poderia aprender muito com o meu pai, mas não da mesma forma que aprendi com a ausência dele!
Mateus: Você pensa ou já pensou em seguir os passos do pai, seja no ramo de atuação, ou de dublagem?
Gabi: Sim, quando eu era menor eu dublava algumas coisas...e fazia esses tipos de trabalho.
Depois de um tempo parei totalmente, mas agora levo isso mais a sério, tenho uma enorme vontade de sair cantando por aí...sei lá, montar uma banda... mas nunca pensei na dublagem exatamente
Mateus: Conte-nos mais sobre isso da banda.
Gabi: Ah, é complicado, não consigo achar gente pra monta-la; é difícil achar alguém bacana e com o mesmo gosto musical, mas tô indo à procura!
Mateus: A sua família ainda mantém contato com algum dos colegas de dublagem do seu pai? Vocês formaram alguma amizade?
Gabi: Bom, minha família sempre teve um contato maior com a Cecília, ela sempre ia pra praia com a gente (bons tempos). Mas depois a gente perdeu o contato, mas ela sempre foi a mais próxima.
Mateus: Como vocês da família se sentem ao ver outra pessoa dublando o Chaves, como o Cassiano Ricardo e agora o Tatá Guarnieri?
Gabi: É estranho, mesmo o trabalho sendo ou não bem feito... mas a gente está acostumado a ouvir Chaves sempre com a mesma voz...mudando ela também se muda a identidade do Chaves.
Observação: Consigo ouvir os pássaros da manhã hahaha, tão um pouco adiantados...
Mateus: Você gostou de ter ido ao Festival da Boa Vizinhança? Qual foi sua impressão sobre o evento? Conheceu algum dos organizadores, ou alguma outra pessoa lá no dia?
Gabi: Pôxa, Eu adorei, um tempo antes eu falei com os organizadores pela Internet e depois eles vieram aqui em casa pegar um material, o que resultou numa amizade.
Bom, eles fizeram tudo com uma enorme vontade, foi uma pena mesmo o lugar ter sido tão pequeno. Mas quem sabe na próxima vez tudo ocorra de uma forma melhor.. só não gostei da parte que tiraram fotos de mim..muita vergonha! hahaha
Mateus: E você pretende ir à próxima também?
Gabi: Sim, sim....pretendo.
Mateus: Bom, para terminar a entrevista, falar um pouco mais de você, e dar uma de Repórter da "Conta Mais"... uma pergunta bem original: quais são seus planos para o futuro? Hehe... faculdade, trabalho.. enfim, quais os seus projetos?
Gabi: Bom, eu pretendo fazer Faculdade de Jornalismo ou Rádio TV, e um dia ainda terei uma banda (hahaha)... Sei lá, quero fazer alguma coisa que me dê prazer e me faça crescer como pessoa, acho que é isso.
Mateus: Bom, é isso, Gabi... muitíssimo obrigado pela entrevista... por mim, eu continuaria, mas pra evitar ter que cortar alguma coisa, terminemos por aqui... Até a próxima, Gabi... obrigado pela paciência.
Gabi: hahahaha..... que isso..... valeu!
Fonte: http//:www.viladochaves.com


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